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Uma pequena aula sobre fotografia

Hoje vou escrever sobre uma paixão da minha vida, a fotografia. A fotografia, como o próprio nome já diz, quer dizer a grafia da luz (a luz também foi alfabetizada em inglês e, além disso, funciona com uma forma de escrita universal, mais ou menos como o braile, o morse e a vodka).  Pois é, a fotografia não somente é alfabetizada como escreve bem, mesmo em condições adversas.  Para escrever, ela precisa de um suporte chamado película fotográfica.

você quis dizer: pelicano

É  nessa película que a luz capturada pela câmera incide e forma o que é conhecido como negativo da foto. Depois de tirar fotos horrorosas de sua família, seu cachorro e da sua tia virgem, você pega o seu negativo e vai fazê-lo se tornar positivo na sala de revelação. O processo funciona da seguinte forma: você pega seu negativo, coloca em cima de um suporte transparente, sob uma lâmpada, e embaixo disso você coloca um outro suporte onde a fotografia escreve, que se chama papel fotográfico. Para produzir fotos de tamanho internacional, prefira comprar papel fotográfico A4 e de gramatura 75 da Chamequinho, pois assim, ainda por cima, você ajuda a indústria nacional a desmatar a Amazonia.

papel fotográfico

Você tem que colocar o papel embaixo do negativo,  acender a lâmpada, fumar um cigarro, contar até três e apagar a luz. Pronto! Agora é só colocar o seu papel dentro de uma vasilha com água de xuca para dar uma granulação charmosa a sua foto.

No caso da fotografia digital já é diferente, porque você precisa de pequenos aparatos tecnológicos chamados memory cards (você pode pegar o do seu playstation, mas apague os savegames de Diablo primeiro pois, de outra forma, aparecerão espíritos nas suas fotos – depois não venham falar que eu não avisei) para acoplar à câmera e, assim, ela poder salvar as fotos – preferencialmente em formato raw (cru, em inglês). A fotografia digital, como o próprio nome já diz, não trabalha com papel fotográfico porque, desde que os vegetarianos fizeram um protesto na Praça da Liberdade reivindicando o direito de ir e vir das árvores, as empresas ecologicamente responsáveis da indústria fotográfica pararam de usar papel. Isso causou uma grande crise para a Chamequinho, como vocês podem imaginar.  Bom, de qualquer forma, a câmera digital capta a luz e cria a foto pronta em um arquivo de imagem. Para dar um efeito água de xuca ao seu trabalho, você pode clicar aumentando a sensibilidade ISO  da sua câmera. Quanto maior a sensibilidade ISO, maior é o efeito de granulação proporcionado pelo simulador de xuca existente dentro do aparelho. Bem, isso é tudo o que tenho a dizer para vocês sobre fotografia hoje.  Voltem mais vezes para conferir dicas tão valiosas quanto estas que você acabou de ver aqui!

A volta dos que não foram

Voltei. Mas na verdade nunca fui. Eu havia simplesmente me esquecido que tinha esse blog. Vejam bem que cuspe incisivo na memória de minha falecida bezerra, a Dolores!? Ora bolas.

Engraçado que eu havia praticamente me esquecido, juntamente com o esquecimento da existência desse blog, do quão retardada eu sou. Céus, eu realmente me revoltei com BBB?! Tem posts aqui que demonstram essa minha revolta (os quais -2- já fiz questão de tornarem privados, pois não quero perder o respeito de meus amigos pseudo-intelectuais)… ó, que embaraço! Se eu fosse um avestruz eu poderia enfiar a minha cabeça dentro da terra mas, infelizmente, eu fui cagada como um ser humano. Mereci todos os unfollows que levei na época. MENTIRA, MEU TWITTER É POTENCIALMENTE MUITO MELHOR DO QUE O SEU, beijos. Ainda por cima fiz aquele post praticamente militante na época, contra o Dourado. Quanta hipocrisia, sendo que eu não levo a sério nem o meu cabelo e por isso ele se revoltou contra mim e tomou o poder semana passada.

"Hay que endurecerse, pero sin perder volume jamás"

Eu vim aqui, nesse espaço público de deliberação, na verdade, pedir a ajuda de vocês para me livrar do poder tirânico do meu cabelo. Já propus o impeachment, mas percebo veementemente que estou sob o comando de uma ditadura. Então, como lembrei daquele caso em um desses países esquisitos que erram no ebó, onde alguém conseguiu falar contra a falta de liberdade nas eleições através do twitter e apareceu até na TV, decidi contar, nesse blog acessadíssimo, que estou sob o domínio da tirania do cabelo. É quase como se Goebbels estivesse no meu couro cabeludo programando todas as projeções bizarras realizadas pelo meu cabelo para criar uma propaganda negativa acerca de mim para com o resto da sociedade. Mas eu hei de vencer. Hei de contornar esse ebó.

Na verdade está tudo bem com meu cabelo, e pode ser que ele seja bem melhor do que o seu, beijos. Somente fiquei sem assunto e escrevi esse texto ridículo, mas se quiserem ler coisas mais interessantes enviem dinheiro ou sexo para minha conta, porque é com essas duas coisas que a vida acontece.

O nascimento pela morte – resumo

Debray, depois de assumir sua viadagem, resolveu falar da morte porque pra ele tudo que levanta dá prazer em dobro e a imagem e o filme pornô são o ápice da representação do que estava vivo e agora não está mais, nem que seja temporariamente. Para saber mais informações, leia o lindo poema de Vinicius de Moraes denominado “Adoro pau mole”. Em “Adoro pau mole” Vinicius fala sobre temas complexos como o banheiro masculino na Raul Soares e a Evolução e a Crítica da Fotografia Genital. Após a invenção do consolo e do vibrador com rodinhas, porém, a imagem deixou gradualmente de ser artística para se tornar uma representação do mundo, totalmente atenta à perspectiva e as proporções. Tanto Debray quando José Wilker, porém, preferem uma corrente mais expressionista dessa espécie de arte plástica.


E não é que eu estava futicando no site da Mc Donald’s do Brasil porque eu sou linda e esbelta e o layout do site deles até eu faria e ganharia muito mais do que eu ganhei em um ano do meu estágio atual quando não é que me deparo com a maravilhosa descrição de mais um excelente serviço prestado pelo meu amor, Ronald McDonald’s:

Se não bastasse captar as crianças e adolescentes no final das aulas, além dos tiozões e tiazonas pelo mundo (porque saúde não tem idade!) agora o tio quer levar a roliçagem para o nível do ensino superior, com a Universidade do Hamburguer! Agora fosse eu trabalhadora do McDonald’s eu preferiria roubar e matar a dizer haver estudado qualquer coisa em um lugar com um nome esdrúxulo como esse, embora os lanches e as atividades físicas envolvendo bulimia e caça às galinhas me façam ter certa gana de fazer parte dessa instituição memorável de ensino superior.

Olha, ninguém é gordo! O que não faz a Academia da Adobe, né minha gente? Mas é claro que eles não são gordos porque eles trabalham em uma ação de cunho humanitária para criar fat-food para o restante do mundo. Não vou dormir (mas só porque não vou dormir mesmo) mais feliz hoje com a descoberta dessa ação tão altruísta do Rony!

Felicidade comprometida

Para todos os infelizes que querem arrumar estágio no início/meio do curso, não o façam! Ainda mais se não for remunerado. Porque não é de Jesus trabalhar 28 horas por dia perdendo suas aulas para não poder comprar nem uma roupinha na feira de domingo, ok? Para as pessoas que disseram que os estágios nos quais você praticamente paga para trabalhar são os melhores para nosso crescimento pessoal e profissional só desejo uma coisa: escorregue no KY e caia dentro de uma poça cheia de bosta humana.

Bem que Dolores me dizia que a palavra empreendorismo não devia ser uma coisa boa, embora nós duas nunca tenhamos gostado de pedir ajuda ao Pai dos Burros… Salve, minha bezerrinha! Me observe daí de cima, do céu das vacas, e cague na cabeça de todos os despreocupados do mundo… inclusive na minha! Mas isso só daqui a dois meses, quando finalmente serei uma mulher livre e ficarei muito mais feliz com uma chuva de caca quente do que com uma enxurrada de e-mails malditos.

Assim que eu sair do estágio terei meu primeiro coma alcoólico, tamanho meu desejo auto-destrutivo reprimido nesse exato momento e em muitos outros que o precederam, nos quais eu pensei veementemente: não vou me matar porque não vale a pena morrer sem antes ter a experiência de fazer sexo todos os dias em um acampamento lésbico. Dolores, caso eu veja o tunel de luz durante meu coma, quero que você acene pra mim antes que eu escolha o caminho contrário. Sinto muita saudade!

I blame my parents – continuação

Adenóides são como uma pedra no sapato. Ou melhor, no nariz. Quer dizer, é uma merda. Quer coisa pior do que ir para a boate, ter crise de falta de ar por causa da fumaça do cigarro e por ter que dividir o mesmo ar com outras 8 pessoas por metro quadrado, desmaiar no meio de Bad Romance e ser pisoteada por 30 bichas frenéticas? Isso nunca aconteceu comigo, mas acho que deu para ter uma boa idéia de onde eu quero chegar. Eu sou uma esportista frustrada; sempre estou com cara de desespero na boate (agora vocês já sabem o porque); não consigo dar a volta na piscina por sentir que vou morrer no meio do caminho; não consigo comer e respirar ao mesmo tempo. Outro dia, dormi na mesma cama de solteiro com a menina que eu gosto uma amiga e – bom, acho que dá pra imaginar. Sem mais. Acho que, após expor meu drama, eu cheguei na parte que eu queria: a enumeração de quem eu seria se minha mãe tivesse mandado me operar na época certa.

1 – Eu seria, ao contrário do que acontecia sempre, uma das primeiras a ser escolhida na aula de educação física, pois meu rendimento nos esportes seria deveras considerável (todo mundo sabe que sapatão tem genes de esportista, assim como bicha tem a ligação entre os genes K e o Y que a torna, bem, bicha. Isso já foi cientificamente comprovado.);

2 – Por ser uma das primeiras a ser escolhida, eu seria uma das garotas populares da minha sala, e portanto seria convidada para assistir Friends com a turminha do barulho que aprontava altas confusões na cantina do colégio, teria meu próprio nerd de estimação que faria meus deveres e uns dois ou três meninos afim de mim;

3 – Na quarta série, na tarde antes da minha festinha de aniversário de 9 anos, minhas duas ou três melhores amigas populares que, portanto, não teriam nome composto (provavelmente se chamariam Priscila e Isabela) e brincavam de fumar papel fingindo ser cigarro ou maconha estariam na minha casa me ajudando a me arrumar. Nós falariamos sobre os meninos bonitos que estariam na festa e, por fim, treinariamos como beijar de língua para nos preparar para o futuro. Provavelmente essa brincadeira continuaria por mais 2,3 ou 10 anos;

4 – Ao contrário do que foi, de verdade, minha infância, com toda essa liberdade que a suposta eu, sem adenóides, teria desde cedo com meninas, meu medo das mulheres seria hoje inexistente, o que me faria a maior pegadora de Minas Gerais, potencialmente tendo garotas do orkut e do formspring saindo de outros estados para me conhecer, aqui;

5 – Já disse que eu seria famosa? Pois é, nem que fosse uma celebridade local, mas eu, sendo desde cedo uma esportista e uma garota popular, jogaria no clube da cidade (provavelmente futsal ou volei) e desfilaria para as lojas de lá, a troco de roupas e ingressos para festas;

6 – Um dia como outro qualquer um caça-talentos me veria, de longe, no shopping, e procuraria saber sobre mim. Uns 2 dias depois, talvez, ele me adicionaria no meu sexto orkut (os outros cinco estariam lotados) e me proporia ser modelo no Rio de Janeiro, com 15 anos;

7 – Depois de viver 3 anos à base de Coca Light e pão integral eu faria um teste para atuar em Malhação e, se eu não conseguisse, já teria idade para posar nua em uma dessas revistas masculinas. Depois disso? Primeira página no Ego, meu bem!

Mas não. Nada disso. Toda a minha vida fui somente uma criancinha rejeitada que comia esquisito. E pior, ainda nem marquei minha cirurgia. Sinto ser tarde demais. Tudo isso, culpa de meus pais.

I blame my parents

Acordei com fome, e acordar com fome me faz pensar na vida, assim como gastar um dinheirão no supermercado com coisas que potencialmente eu só vou comer daqui a 3 meses ou vão para a geladeira estragar daqui a uma semana. Tudo em nome da gula – e da auto-reflexão. Eu tenho adenóide desde quando eu me entendo por gente, ou um pouco antes disso. Isso nunca afetou muito na minha adolescência, exceto quando eu fosse comer (comer e respirar pelo mesmo buraco é tarefa das mais árduas) e dormir. Provavelmente eu ronco. Na verdade eu não sei. Taí a maior vantagem de nunca ter namorado: eu nunca tive que acordar no meio da noite com uma mulher gostosa e semi-nua do meu lado me mandando virar pro lado depois de uma noite fenomenal de sexo com hálito de tequila…ah vai, que merda, eu nunca namorei. Mas eu sou bonita, faço curso superior, tenho um corpo razoável, cabelos castanhos, 1,71, atendo em horários comerciais e em feriados e possuo apartamento discreto na zona sul de Belo Horizonte. Me liga. Voltando ao assunto sexo adenóide, eu culpo meus pais por ser somente mais uma garota universitária como todas as outras que não tem mais que 200 150 seguidores no twitter e que nunca ganhou um pônei aos 10 anos por ter vencido o concurso de Pequena Miss Sunshine 3 vezes seguidas. Sou somente mais uma garota ordinária, embora eu sinta que dizer isso no mesmo post em que me anuncio não vá ser bom para os negócios. Enfim, eu estava relacionando a minha adenóide até então hipertrofiada com a culpa dos meus pais pelas minhas não-realizações, não é? Ok, só vou ali comer alguma coisa e já volto para falar sobre isso.

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